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Da passagem pelo Rio…

Apesar de não ter feito fotos em todos os lugares que passamos, vale a pena o registro:

O "nosso" feijão tropeiro do Gula gula

O "nosso" feijão tropeiro do Gula gula

GASTRONOMIA BOSSA NOVA – No primeiro dia da viagem, fomos comer no Gula gula de Ipanema, que já é praticamente uma instituição no Rio de Janeiro. Não é necessáriamente uma novidade para mim, mas sempre é muito bom voltar lá. Grata surpresa foi conhecer o cardápio novo do restaurante, que dá aquela incrementada na culinária tipicamente nacional. Desta vez, escolhi o “Nosso” baião de dois. Prato que reinventa a receita acrescentando arroz negro, feijão de corda, carne seca e linguiça calabresa “puxadinhos ” na frigideira com cubos de queijo coalho e couve frita. Vale muito experimentar, mesmo que você tenha saído da terra do baião de dois.

CREPE INDIANO - Na linha natureba que dá o tom de Ipanema, fomos conhecer o Líquido, restaurante de cozinha rápida que fica na Rua Barão da Torre, em frente à praça Nossa Senhora da Paz. Bem transadinho o lugar, o destaque fica por conta das dosas, crepes indianos feitos com massa de farinha de arroz basmati e lentilha e que podem levar ingredientes como frango ao curry, atum com castanha de caju, lâminas de abacate, tudo acompanhado de chutney de goiaba, manga ou tomate. Pra acompanhar, peça um sucão de 500ml. Ainda há opções de chás com gelo de suco de fruta.

Milk shake dos bons: mais sorvete que leite

DEPOIS DO SHOW – Como o propósito maior da viagem foi assisitir ao show da Madonna, não poderia deixar de citá-lo aqui. Mas vai ser bem en passant, até porque o que interessa mesmo é o que comemos depois de tanto pular na chuva. Pois bem, a opção “recuperar as energias” da viagem foi o Bibi Sucos. Como estava com desejo de comer um sanduíche que levasse abacaxi desde que cheguei, a pedida foi perfeita. Pedi um exagerado sanduba de filé (com queijo prato e abacaxi grelhado) com batata frita. Para acompanhar um milk shake de chocolate com bastante calda – porque ninguém é obrigado a passar tanto tempo light!!!

44 sabores para ficar indeciso

Sorvete Itália: 44 sabores para ficar indeciso

GLICOSE GELADA – Agora vem a hora das sobremesas. Apesar da chuva que insistia em cair o tempo todo, paramos em duas sorveterias que eu indico (também em Ipanema, já que nosso circuito ficou um pouco restrito). Sorvete Itália, que tem um de chocolate com amêndoas imperdível e um picolé de doce de leite bom demais.   A segunda foi a Sorveteria Brasil – é daquelas boas para quem curte sorvete de frutas… Parafraseando AnaQ:  para doces eu também tenho paladar infantil, então fiquei no chocolate de novo!

Receita do cheese cake de framboesa do post anterior

Fatia do cheese cake de framboesa... voou num instante

Fatia do cheese cake de framboesa... voou num instante

Ingredientes 
Massa:
  • 1 pacote de biscoito maizena (mais ou menos 200 g)
  • 100 g mateiga sem sal
  • Recheio:

  • 400 g de cream cheese
  • 2 colheres de chá de suco de limão
  • 2 colheres de chá de essência de baunilha (opcional)
  • 8 colheres de sopa de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 4 gemas
  • 4 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 8 colheres de sopa de creme de leite
  • 4 claras em neve
  • 1 lata de leite condensado
  •  Cobertura

    • Geléia de framboesa 
      Massa:  

    1. Triture as bolachas no liquidificador
    2. Despeje sobre a manteiga já derretida, misturando com as mãos até tornar a mistura homogênea o suficiente para forrar uma forma
      Recheio:  

    1. Bata o cream cheese, junte o restante dos ingredientes, reservando 2 colheres de açúcar que devem ser batidas junto com as claras
    2. No final, junte as claras em neve delicadamente sem bater
      Montagem:  

    1. Unte uma forma de fundo removível, coloque a massa no fundo e cubra com o creme
    2. Asse por uns 30 minutos em forno médio, ou até ver que ficou dourado
    3. Após esfriar um pouco, cubra a superfície com a goiabada/geléia

    * Receita repassada e executada por Giovani. Aprovada por todos.

    Sessão para adoçar a tarde

     

    É por essas e outras que eu gosto de festa de criança...

    É por essas e outras que eu gosto de festa de criança...

    Dia desses chegou na redação uma caixinha supercolorida, quase no fim do expediente. Festa geral quando a gente abriu e viu que estava cheio de chocolates deliciosos. Quase não deu tempo de fazer a foto, tamanha pressão para o rateio das gostosuras. Dividi, é claro, mas experimentei um de cada antes. ;) Os docinhos em questão são do Canto da Traquinagem e o presente foi para divulgar que eles agora são assinados por Maria Helena Mendonça, Silvana Carvalho e Marina Leal. Experimentados e aprovados!

    A pedidos, doces…

    Vivi me lembrou bem, em um comentário nos posts aí debaixo. Fiquei devendo os doces do aniversário de Lucas, comentado láaa no início do mês. Como a época é de pagar dívidas, vamos engordar com os olhos:

     

    Os salgados foram da Simone Barros, em Olinda. Valem pelo custo x sabor

    Os salgados foram da Simone Barros, em Olinda. Valem pelo custo x sabor

     

    O bolo veio da Dalena, ali na rua da Hora. Um pecado

    O bolo veio da Dalena, ali na rua da Hora. Um pecado

    o negócio é um acinte de bom

    E a imagem não me deixa mentir: o negócio é um acinte de bom

    De mundos, idades e referências

    É… acho que estou ficando velho. Isso acontece quando a gente inventa de procurar referências da infância em tudo. Outro dia, estava passando perto de uma escolinha de bairro e vi um garoto com um dudu (sabe aquele picolé vermelho que vem numa espécie de garrafinha? – foto abaixo). Parei o carro pra perguntar onde ele tinha comprado e, minutos depois me vi catando moeda (R$ 0,60 cada) para levar uns dois pra casa. De morango, claro. Já no meu quarto, preparei todo um ritual, como se fosse uma sessão de regressão. Botei o dudu num copo, cortei com a tesoura e viajei mesmo… Ao tempo que saia da escola e voltava a pé pra casa. Comprava uns dois e ficava na esquina, saboreando aquela tinta com gelo… Não podia chegar em casa com aquilo, porque senão era bronca na certa. “Hora de almoço e você comendo besteira, menino?”

    suco de fruta natural, natural

    Dudu: suco de fruta natural, natural

    Mas como eu estava muito saudosista, parece que parte das referências (e aí não tem nada a ver com as gastronômicas) começaram a sair do ralo, literalmente. Na hora que fui jogar a embalagem do dudu no lixo, eis que sai um tatuzinho (sabe-se lá o nome científico desse bicho) da pia. Nunca mais eu tinha visto um desses (assim como os soldadinhos, que são mais freqüentes e também povoaram minha infância).  Claro que peguei o danado para registrá-lo e nunca mais esquecer que eu fiz vários antepassados dele sofrerem, nas minhas caixas-de-mundo, aquários cheios de areia e plantas, onde eu tentava reproduzir ecossistemas perfeitos. Claro que “todo mundo” morria. Não fosse pela falta de espaço, era pelas condições impossíveis de sobrevivência em um aquário cheio de gás carbônico e espécies que comiam umas as outras. Uma aula que serviu para o resto da vida.

     

    o tatuzinho passeando ao lado do meu iPod

    Passado e presente: o tatuzinho passeando ao lado do meu iPod

    Tang tudo

    As frutas do Nordeste (leia-se graviola, caju, cajá, pitomba) podem até parecer exóticas ao gosto lá de fora. Por aqui, algumas nem chegam a ser unanimidade. Mas foi com simpatia que recebi, há umas semanas, uma caixinha com um copo de vidro e dois pacotinhos de Tang, adaptados para esse tal gosto nordestino. Na embalagem, a mistura em pó do Tang Sirigüela. Levei pra casa e tratei de botar tudo no liqüidificador, com bastante gelo e um litro de água (não precisa adicionar açúcar). Feito isso, botei a turma de casa para provar. Uns olharam com estranheza, outros tomaram sem nem perguntar. O resultado final foi um “ah, até que é bom…”. Aprovado. Acho ainda que dá para misturar com um pouquinho de vodka e termina ficando um drink legal, refrescante, pelo menos.

     

    Mistura ficou bem refrescante

    Mistura ficou bem refrescante

    Outros sabores de Tang: abacaxi, cajá, caju, goiaba, graviola, laranja, laranja com manga, com cenoura e com mamão.  Limão, manga, maracujá e pêra. Pêssego, tangerina e, ufa, uva.

    Um mercado no shopping

    14 de Outubro – Semana de Festival Gastronômico, chefs estrelados pela cidade, lançamento de bares novos… Muitos eventos para registrar por aqui. O primeiro deles, e que eu estou devendo uma visitinha depois do soft-open, é o Mercado 153, no Shopping Tacaruna. Tempos atrás estava falando com uma amigona, em recente viagem a São Paulo, como gostaria que tivesse um lugar por aqui com os sanduíches do Mercadão (aqueles com quilos de mortadela ceratti e queijo no pão francês).

     

    Pão italiano com os frios vendidos no Mercado 153

    Pão italiano com os frios vendidos no Mercado 153

    Os empreeendedores ouviram minhas preces e abriram essa casa, com jeitão de boteco e completamente inspirado no Mercado Municipal paulista. Na abertura da casa, experimentei as mortadelas, alguns frios (todos vendidos num balcão) e azeites. Na seqüência, um pirão de peixe, que estava muito bom, e um arrumadinho com carne de charque desfiada – esta última muito salgada e um tanto quanto fria. A propósito, o pirão também veio mais frio do que o de costume (normalmente o prato vem fumegante, depois de se misturar a farinha de mandioca ao caldo do peixe, tudo elaborado na hora). O motivo eu posso imaginar: como era um dia de menus degustação, tudo era preparado numa quantidade maior, de uma única vez. Ok, voltarei depois para conferir. E principalmente os sanduíches, que estão com um precinho pra lá de atrativo (a partir de R$ 4,50).

     

    Pirão de peixe com arroz branco

    Pirão de peixe com arroz branco

     

    Macaxeira frita, feijão verde e carne desfiada

    Macaxeira frita, feijão verde e carne desfiada

    É uma ótima pedida para quem está de bobeira no shopping que quer parar para tomar um chopinho com os amigos e jogar conversa fora. Dependendo do nível de abstração – ou do álcool ingerido – dá até para se imaginar em um mercado fora do centro de compras.

    Uma pausa para o lanche

     

    Vitrine pra tirar o sossego de quem gosta de comer besteira

    Vitrine pra tirar o sossego de quem gosta de comer besteira

    10 de Outubro – Tenho morado em várias casas. uma delas é o Atacadão dos presentes, na Conde da Boa Vista. Sendo assim, vez ou outra tenho que parar para forrar o estômago. Nesse dia, nem tinha tomado café. Fui comprar umas tomadas, umas fitas isolantes e uns fios que estavam faltando, quando me deparei com uma lanchonete (nunca nem tinha olhado para ela) da casa. O Café Mosteiro tem salgados bem preparados e vistosos. Um monte de doces e tortas também. Mas eu estava em dívida comigo mesmo, precisando de um pão de queijo (desde o post do sonho de doce de leite). Hummm, não sei se era a fome, mas o trocinho estava bom viu? Fica minha dica para quem estiver passeando pelo centro da cidade e bater aquela fome. Entra lá no Atacado e procura o Mosteiro, vale à pena.

    Domingão de bobagens

     

    Sim, isso é uma pizza

    Sim, isso é uma pizza

    5 de Outubro, Eleições – Kkkkkk… Estou rindo por dentro. Quem entrar aqui e olhar os últimos posts vai achar que eu estou de sacanagem. Só tem entrado foto feia. Mas eu juro, a pizza não era das piores. Ela fechou o meu domingo de eleições. Cheguei cedo para trabalhar, com um verdadeiro arsenal de comida debaixo do braço. Seriam longas horas de trampo e o estômago poderia reclamar.

    A lista:
    Polenguinho
    Torrada
    Chocolates
    Batata-frita
    Uvas sem caroço
    Melão
    Café
    Biscoito de chocolate (vários tipos)

    Nem é preciso dizer que não consegui almoçar. Saí por volta das 16h e fui correndo tentar justificar. Na seqüência, ainda fui ao teatro, ver a peça Dona flor e seus dois maridos (leia mais aqui). Antes, a tal pizza, num barzinho ali perto da Federal. Arriégua, se não me engano.

    Carol Castro e Marcelo Farias em Dona Flor e seus dois maridos

    Carol Castro e Marcelo Faria em Dona Flor e seus dois maridos

    Para salvar a noite

     

    Sexta é dia de lanche noturno

    Sexta é dia de lanche noturno

    Um pãozinho recheado com queijo e presunto acompanhado por uma coca-cola depois das 22h. Essa é a legenda que pode se adaptar a qualquer sexta em que trabalho à noite, pois rola um lanchinho para a turma que vai ficar até mais tarde. O menino do refeitório é um padeiro de mão cheia e, quando está inspirado, reverte todas as regras que o tal lugar insiste em nos obrigar a seguir. Ou seja: a comida é gostosa.

    Domingo magro

     

    Biscoito pra enganar durante a tarde

    Biscoito pra enganar durante a tarde

    Aveia e mel, café e a tarde de domingo vai passando, monotonamente, na redação. Não fossem os escândalos políticos, o dia seria só de apertar pitocos, como diz Jamildo.

    Pão, pão…

     

    Brioche, quase todo

    Brioche, quase todo

    Mais uma chegada faminta em casa. Nenhuma parada estratégica na rua e nenhuma manga caída no chão. Cheguei mesmo atacando o que estava à mesa. Presunto, queijo e um brioche que me mantiveram alimentados durante o sono! :)

    Não se subestime

     

    Pra segurar a onda

    Pra segurar a onda

    Ainda na noite de sexta, uma vantagem para os que trabalham no plantão. Sempre rola, às 22h, um lanchinho para a redação. Tem dia que tem “escondidinho de noiva”, tem dia que tem pão de queijo, pizza, coxinha. Essa noite teve torrada de pão de caixa com queijo. Ainda nem estava de fato com fome, mas o negócio estava gostoso. Como meus amigos estavam com tudo para sair depois do expediente, mais um motivo de sair forrado. :)

    Natureba

    Direto do pé

    Direto do pé

    Na peregrinação por um lugar para comer, ao sair do trabalho muito depois da meia-noite, em um dia da semana no Recife, fica redundante dizer que não existiam opções. Ou era Select – e eu já havia passado por todas quando finalmente descobri que estava com fome – ou nada. Chegando em Olinda, pensei em parar na finada Gibi (mudou para Beirute agora). Estava fechada. Fui com o estômago roncando até em casa quando, ao estacionar o carro, para minha grata surpresa, vi que havia uma manga rosa caída no chão. Sim, existe um pé de manga no jardim da minha casa. Um pé de manga que eu vi nascer, crescer e já brinquei muito em seus galhos. Pois bem, a mangueira havia me dado a solução para o meu problema naquela madrugada. E eu ainda fiquei com aquela sensação de que fui presenteado com o primeiro exemplar da safra que está por vir. Talvez não o mais doce, mas o primeiro. Obrigado mangueira, não vou deixar cortarem você!

    Pausa para o lanche

     

    Fome da tarde...

    Fome da tarde...

    Hoje fiquei trabalhando de casa. Parei 15 minutinhos para assaltar a geladeira e tentar fazer um lanche saudável. Acho que consegui. Encontrei goiaba e uvas recém compradas, neste minuto já parte das minhas lembranças. Estavam bem doces. Daqui a pouco volto lá. Acho que sou compulsivo.

    Bolo de cocada

    Doce de leite e delicia de abacaxi

    Doce de leite e delícia de abacaxi

    Como a sobremesa não teve glicose suficiente, saí de casa desejando tomar um sorvete daqueles bem doces. Comprei um picolé antes, de goiaba, mas não foi suficiente. E olhe que não sou dos maiores fãs de doce. Mas o calor e o dia ensolarado me pediram para comprar duas bolas de doce de leite e delícia de abacaxi.  Não me achem compulsivo, mas também trouxe de quebra uma cocada que tava ainda mais gostosa que o sorvete. Colega de redação disse que era um petit gateau regional.


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