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No primeiro dia do ano…

 

Frutos do mar e legumes do Biruta

Frutos do mar e legumes do Biruta

Nada melhor, no primeiro dia do ano, que reencontrar velhos amigos e sair para botar o papo em dia. Difícil mesmo foi encontrar lugares abertos na cidade. A propósito, vou abrir uma pausa para um questionamento:  como é que uma cidade que se propõe turística, que ficou com quase 100% de seus hotéis lotados, fecha seus melhores bares e restaurantes?

Sorte nossa que o Biruta, o único representante de praia da cidade, estava aberto. Apesar do atendimento não estar dos melhores (deve ser síndrome do dia primeiro), o clima estava super agradável.  Amigo da vez que sou, fiquei só na água de coco. Mas não me furtei de pedir um espetinho de frutos do mar, que vem com abobrinha, camarão, peixe e lula, com um molho de fruta da estação (era caju ou cajá, não lembro agora!).

O Biruta fechou cedo e a noite ainda era uma criança. Tentamos ir ao Boteco, mas o pessoal de lá também não estava preparado. A movimentação ao longo do dia esvaziou os freezers e a cerveja acabou. Seguimos para o Dona Carolina que, apesar do couvert de R$ 15, fez a nossa noite terminar em grande estilo. Que venham os próximos dias de 2009.

Da passagem pelo Rio…

Apesar de não ter feito fotos em todos os lugares que passamos, vale a pena o registro:

O "nosso" feijão tropeiro do Gula gula

O "nosso" feijão tropeiro do Gula gula

GASTRONOMIA BOSSA NOVA – No primeiro dia da viagem, fomos comer no Gula gula de Ipanema, que já é praticamente uma instituição no Rio de Janeiro. Não é necessáriamente uma novidade para mim, mas sempre é muito bom voltar lá. Grata surpresa foi conhecer o cardápio novo do restaurante, que dá aquela incrementada na culinária tipicamente nacional. Desta vez, escolhi o “Nosso” baião de dois. Prato que reinventa a receita acrescentando arroz negro, feijão de corda, carne seca e linguiça calabresa “puxadinhos ” na frigideira com cubos de queijo coalho e couve frita. Vale muito experimentar, mesmo que você tenha saído da terra do baião de dois.

CREPE INDIANO - Na linha natureba que dá o tom de Ipanema, fomos conhecer o Líquido, restaurante de cozinha rápida que fica na Rua Barão da Torre, em frente à praça Nossa Senhora da Paz. Bem transadinho o lugar, o destaque fica por conta das dosas, crepes indianos feitos com massa de farinha de arroz basmati e lentilha e que podem levar ingredientes como frango ao curry, atum com castanha de caju, lâminas de abacate, tudo acompanhado de chutney de goiaba, manga ou tomate. Pra acompanhar, peça um sucão de 500ml. Ainda há opções de chás com gelo de suco de fruta.

Milk shake dos bons: mais sorvete que leite

DEPOIS DO SHOW – Como o propósito maior da viagem foi assisitir ao show da Madonna, não poderia deixar de citá-lo aqui. Mas vai ser bem en passant, até porque o que interessa mesmo é o que comemos depois de tanto pular na chuva. Pois bem, a opção “recuperar as energias” da viagem foi o Bibi Sucos. Como estava com desejo de comer um sanduíche que levasse abacaxi desde que cheguei, a pedida foi perfeita. Pedi um exagerado sanduba de filé (com queijo prato e abacaxi grelhado) com batata frita. Para acompanhar um milk shake de chocolate com bastante calda – porque ninguém é obrigado a passar tanto tempo light!!!

44 sabores para ficar indeciso

Sorvete Itália: 44 sabores para ficar indeciso

GLICOSE GELADA – Agora vem a hora das sobremesas. Apesar da chuva que insistia em cair o tempo todo, paramos em duas sorveterias que eu indico (também em Ipanema, já que nosso circuito ficou um pouco restrito). Sorvete Itália, que tem um de chocolate com amêndoas imperdível e um picolé de doce de leite bom demais.   A segunda foi a Sorveteria Brasil – é daquelas boas para quem curte sorvete de frutas… Parafraseando AnaQ:  para doces eu também tenho paladar infantil, então fiquei no chocolate de novo!

Sushi com pimenta

Não chega a ser uma novidade, mas não é tão comum os restaurantes/bares do Recife firmarem parcerias com marcas que ofereçam produtos que não tenham relação direta com a gastronomia. Essa conjunção é a aposta do  Sumô sushi-bar com a loja de óculos escuros Chilli Beans. Tudo a ver com o público da casa. Ao pedir um combinado Chilli Beans, os clientes ganham um case especial com as duas marcas mais um brinde surpresa (ninguém quis me adiantar!). Na quarta-feira que vem vou lá conferir o tal uramaki hot Chilli Beans (sushi com pimenta?) e as outras 22 peças variadas + 13 sashimis que fazem parte da combinação (R$ 54,20). Nhammm!

Cartaz da promo!

Cartaz da promo!

Cantina Star: madrugada no centrão

 

Parmê na medida da sua fome

Parmê na medida da sua fome

Festinha que acaba de madrugada e uma fome de matar. Onde vamos parar? Pelo menos das três últimas vezes que varamos a noite, nosso grupo oficial (Eu, AnaQ, Gigio, Petty e Marcelo) terminamos caindo no Ilha da Kosta, em Boa Viagem. O filé a parmegiana da casa, que funciona 24h, é daqueles bem robustos, para pessoas com estômagos vazios. Acho que até já postei algo sobre isso aqui…

Mas a bola da vez, isso quando as festinhas são na ZN, foi a recém-descoberta (por mim, pelo menos, embora saiba que ela sempre esteve lá) Cantina Star, na Conde da Boa Vista. A qualidade do prato nem se compara ao do primeiro restaurante, mas cai muito bem na situação descrita acima, sobretudo em relação ao preço. Um “parmê” sai por R$ 19,90 e se é para ir ao fundo do poço, dá pra pedir uma Coca de 2 litros também. O gosto de cominho não nos deixa esquecer que estamos em uma casa bastante popular. Mas como a fome costuma ser o melhor dos condimentos, volto lá, sem restrições.

Para um fim de noite na ZN

Nachos com creme de iogurte

Nachos com creme de iogurte

A noite hoje terminou regada a molhos, nachos e pimenta. Ainda não tinha ido ao El Chicano – apontado por muitos como o melhor na categoria de comidinhas mexicanas do Recife. Apesar de não estar com grande apetite (o jantar no refeitório me fez esse favor), ainda consegui experimentar uns nachos, com vários tipos de molho, com destaque para o de iogurte. Em seguida, a pedida foi um burrito, com recheio de frango, tomates e queijo cheddar, acompanhado de alfaces e um molho levemente picante. O prato, talvez por conta do cheddar, estava com o sal um pouquinho acima do ponto – e aí um chopinho caía bem para lavar a boca. :)

Num prato bem rústico, a melhor comida mexicana é a brasileira

Num prato bem rústico, a melhor comida mexicana é a brasileira

 Mas a grande descoberta da noite, para mim, foi a bolotinha aí abaixo. A pimenta “biquinho”, com cheiro característico que desentope até o nariz, pasmem, não arde. É ideal para usar em molhos ou até comê-la pura como aperitivo. Chico, o gerente da casa, disse que vai experimentar usá-la em algum novo drink. Deve cativar.  

 

Até quem passa quilômetros longe de pimenta pode experimentar essa dai

Até quem passa quilômetros longe de pimenta pode experimentar essa daí

Para quem quiser conhecer, o El Chicano fica na Zona Norte, na rua Sebastião Alves, 45, Parnamirim. O telefone de lá é 3269.5311.

Para uma cervejinha no fim do dia

Escondidinho de charque

Escondidinho de charque

14 de Outubro - Sem jantar, a noite passou rápido. Depois de sair da faculdade, terminei caindo num desses barzinhos perto de casa que viram ponto de encontro pra turma que gosta de uma cervejinha gelada e uns petiscos na medida – o da vez foi o QG da Cerveja, em Olinda (fica ali na lateral do Hiper Bompreço). Com a fome que estávamos, um prato só não daria. Camarão na manteiga e alho, o indefectível filé com fritas e, para arrematar, o escondidinho de charque. Mesmo sendo meia porção, o negócio foi exagerado, viu? Mas valeu à pena. O purê de macaxeira vem gratinado e com a carne seca no fundo do da panela de barro. Humm…

Um mercado no shopping

14 de Outubro – Semana de Festival Gastronômico, chefs estrelados pela cidade, lançamento de bares novos… Muitos eventos para registrar por aqui. O primeiro deles, e que eu estou devendo uma visitinha depois do soft-open, é o Mercado 153, no Shopping Tacaruna. Tempos atrás estava falando com uma amigona, em recente viagem a São Paulo, como gostaria que tivesse um lugar por aqui com os sanduíches do Mercadão (aqueles com quilos de mortadela ceratti e queijo no pão francês).

 

Pão italiano com os frios vendidos no Mercado 153

Pão italiano com os frios vendidos no Mercado 153

Os empreeendedores ouviram minhas preces e abriram essa casa, com jeitão de boteco e completamente inspirado no Mercado Municipal paulista. Na abertura da casa, experimentei as mortadelas, alguns frios (todos vendidos num balcão) e azeites. Na seqüência, um pirão de peixe, que estava muito bom, e um arrumadinho com carne de charque desfiada – esta última muito salgada e um tanto quanto fria. A propósito, o pirão também veio mais frio do que o de costume (normalmente o prato vem fumegante, depois de se misturar a farinha de mandioca ao caldo do peixe, tudo elaborado na hora). O motivo eu posso imaginar: como era um dia de menus degustação, tudo era preparado numa quantidade maior, de uma única vez. Ok, voltarei depois para conferir. E principalmente os sanduíches, que estão com um precinho pra lá de atrativo (a partir de R$ 4,50).

 

Pirão de peixe com arroz branco

Pirão de peixe com arroz branco

 

Macaxeira frita, feijão verde e carne desfiada

Macaxeira frita, feijão verde e carne desfiada

É uma ótima pedida para quem está de bobeira no shopping que quer parar para tomar um chopinho com os amigos e jogar conversa fora. Dependendo do nível de abstração – ou do álcool ingerido – dá até para se imaginar em um mercado fora do centro de compras.


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